São Luís, O Rei da Coroa de Espinhos
60.00
Obra inédita, de autoria de Lucas Lancaster. Prefácio de Rafael Vitola Brodbeck e recomendação de Frei Evaldo Xavier Gomes, O. Carm.

Descubra, nessa obra, a apaixonante história de Luís, Rei da França, pai de família, esposo, cruzado... e santo!
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Quem foi São Luís? 
Rei da França durante 43 anos entre 1226 e 1270 e canonizado pelo Papa Bonifácio VIII em 1297, São Luís é um ilustre desconhecido dos católicos do século XXI. As brumas do tempo de seu tão distante século o enevoam, a altura de seu cargo e a natureza do poder que teve enquanto rei o tornam misterioso para nossa época. Pouco interesse tem despertado a vida deste santo do século XIII que, em tantos aspectos, nos parece tão distante e distinto de nós. Mesmo aqueles que, por alto, o conhecem como “grande santo leigo e rei”, não compreendem e não conhecem a profundidade e o grau de santidade desta alma inflamada de amor a Jesus Cristo.
Qual o objetivo do livro?
Esse livro se propõe a mostrar o quanto a vida de São Luís da França tem a dizer ao católico de nosso tempo, servindo de inspiração, guia e intercessão para nossas lutas em tão difícil época. Se dedica, modestamente, a apresentar São Luís na integralidade do seu ser, na sua vida ativa e contemplativa, não se restringindo a abordar a figura história de Luís IX. Ademais, pretende ser o relato não da vida de um homem, mas do que Deus pode fazer a um homem quando este atende adequadamente ao seu chamado. Enfim, é a história de duas pessoas – Luís e Jesus Cristo – e sobre como construíram uma união que transformaria Luís de um cristão comum em um santo que se apresentou no derradeiro momento como holocausto junto ao Crucificado. Se o leitor tiver paciência descobrirá o quanto Deus nos quer falar através da vida desde homem que o amou ao extremo do sacrifício e da doação.
O que aprender com o livro?
Talvez o aspecto que mais diferencie São Luís dos demais santos (mais do que sua própria condição real) é a amplitude e a complexidade de sua vocação. Ao final da leitura muito provavelmente o leitor poderá perceber como São Luís condensou em si mesmo um pouco de todas as vocações, de todas as dificuldades, de todos os caminhos para os quais um cristão pode ser chamado. Chamado à vocação matrimonial, viveu-a com fidelidade e caridade, foi companheiro amoroso de sua esposa Margarida da Provença e pai de onze filhos, aos quais educou para a virtude e para a santidade. Viveu a castidade matrimonial, e suas lutas pela pureza ensinam tanto casados quanto noivos, namorados e celibatários. Chamado a viver no mundo, teve que lidar com insultos e dificuldades de dia-a-dia, com preocupações que tiram o sono de qualquer homem dedicado, com incômodos constantes e com uma absoluta ausência de sossego. Quando estava cansado, tinha um reino inteiro sob seus ombros. A forma com que assumiu suas responsabilidades, referindo tudo a Deus, diz amplamente a quem é chamado a viver no mundo.
Na guerra, teve de enfrentar o fracasso, a derrota, a fome, a doença. Ah! Quanto São Luís diz aos doentes: ele próprio era constantemente atormentado por doenças, dores e desconfortos lancinantes. E como ele sofria com a morte dos que amava – a mãe, o irmão, os filhos! Foi ainda um quase um mártir ao proclamar sua fé diante das ameaças dos infiéis, oferecendo a cabeça às espadas sarracenas.
Na família teve que suportar um irmão incômodo, se dedicava a evangelizar as pessoas que amava e sofria quando porventura alguém de sua casa não agisse da maneira mais correta aos olhos de Deus. Como amigo, cercado de pessoas das quais gostava, buscava viver amizades santas. Se divertia rindo, gracejando, se distraindo, fazendo coisas próprias de leigo. Dedicado à evangelização e ao apostolado, se esforçou para levar seu reino inteiro para o céu, a converter os pagãos para além dos limites da Europa. 
Tendo vivido na mais cristã de todas as épocas, em um tempo em que a Igreja Católica era a força viva que conduzia as nações e os povos à sua realização comum, amigo de Santo Tomás de Aquino e de São Boaventura, mergulhado em um ambiente e em uma cultura inteiramente cristãos, São Luís não se tornou o homem mais influente do Ocidente do século XIII por sua condição de rei da França, mas em razão do prestígio espiritual que tinha perante todos os seus contemporâneos, que já o consideravam um santo em vida.
Sua “santidade completa”, que conseguiu atingir todos os âmbitos da vida, encontra sua resposta e explicação naquilo que esse livro se propõe a mostrar: como ele se tornou o que se tornou? Como Deus o transformou a ponto de alçá-lo aos mais altos graus de amor?
Respondendo essa pergunta, o objetivo deste livro não é somente contar a história de São Luís, mas fazer com que – pelo exemplo de sua vida cheia de sentido, de seu amor por Cristo, de sua entrega absoluta a Deus e fé católica –, (re)acenda a chama ardente do Coração de Jesus nos corações dos católicos dos nossos dias, lembrando-nos da urgência de transformarmos a nós mesmos, nos configurando a Cristo, e de assumirmos nossa vocação de apóstolos militantes que São Luís encarnou com perfeição como o melhor dos cavaleiros e maior dos cruzados.
Como e com São Luís, este homem que não viveu para si, mas por Cristo e pela Igreja Católica, tornando-se um Rei da Coroa de Espinhos, vivendo e governando pela Cruz de Cristo, que possamos nos lembrar qual é nosso chamado, nossa vocação, nosso fim último.
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