Return to site

O Movimento Gay e a Destruição da Cultura

Casamento igualitário, movimento LGBT e politicamente correto: como tudo isso conspira para a destruição da cultura

· DSI e Sociedade

A dignidade do indivíduo não decai por causa de sua opção sexual. Já a sociedade perde sua dignidade quando o Estado aceita as uniões entre pares do mesmo sexo legitimando-as como casamento. Isso ocorre, pois o bem comum e a cultura são prejudicadas. E como isso se dá? É a demonstrar isso que se dedica esse artigo: o prejuízo social da união homossexual e do movimento gay.

A falácia do casamento "igualitário"

O que é o casamento e porque esse tipo de “contrato” entre as pessoas deve ser assunto do Estado? O que essa união matrimonial tem de diferente das outras e por que se opor ao casamento entre homossexuais? Este artigo como um todo segue a explicação do coautor do livro “O que é o casamento? – Homem e mulher, uma defesa” de Ryan T. Anderson [1].

Se pensarmos que o casamento é apenas um vínculo afetivo entre as pessoas, devemos responder o porquê de isso ser um assunto de Estado e qual o motivo de existirem leis para reconhecer tal união amorosa consentida entre adultos.

Apenas com a observação percebemos que o homem e a mulher são diferentes e complementares, ambos têm seu organismo com funções biológicas completas. O homem não precisa da mulher para respirar ou fazer seu coração bater e nem ela dele. Porém, a função reprodutora é incompleta se lhes falta um ao outro. O sistema reprodutor só cumpre a sua função quando esses pares diferentes se unem e, ao cumprirem, formam um nova vida, um novo ser humano que viverá em sociedade e que tem o direito de viver da melhor forma possível, assim como o dever de ser um bom cidadão.

E se falta à criança o seu pai ou sua mãe? Explica David Popenoe, sociólogo na Universidade de Rutgers, em Nova Jersey:

A maioria das evidências das ciências sociais apoia a ideia de que a criação com progenitores diferentes é importante para o desenvolvimento humano e que a contribuição do pai para a criação é única e insubstituível. Temos que renunciar à ideia de que mães podem se tornar bons pais da mesma forma que temos de renunciar à noção de que pais podem se tornar boas mães. Os dois sexos são diferentes no seu âmago e cada um é necessário culturalmente e biologicamente para o bom desenvolvimento do ser humano.” [2]

Há atributos que são naturais dos pais e outros naturais das mães e é por isso que crianças que crescem sem um dos pais têm um caminho mais difícil a trilhar. Elas têm maiores chances de ter uma vida de pobreza e iniciada no crime. Parece uma afirmação forte, mas por incrível que pareça, o presidente Barack Obama, que apoiou o casamento entre pessoas do mesmo sexo, afirmou que:

“Conhecemos as estatísticas, que filhos que crescem sem um pai têm cinco vezes mais probabilidade de viverem na pobreza e de cometerem crimes, nove vezes mais probabilidade de abandonar a escola e vinte vezes mais chances de acabarem na prisão. Têm mais probabilidade de terem problemas de comportamento ou fugir de casa ou se tornarem por si mesmos pais adolescentes. E os fundamentos da nossa comunidade estão mais fracos por causa disso.” [3]

Crianças sem pais, orfanatos, pobreza e criminalidade são assunto que exigirão do Estado programas sociais e força coercitiva para manter o bem comum. Como maximizar as chances de uma criança ter um desenvolvimento saudável sendo criada por seu pai e por sua mãe?

O relacionamento matrimonial está ligado à procriação, desenvolvimento e criação de novos seres humanos. Para o bem da criança o casamento deve ser permanente e exclusivo. No casamento, com os cônjuges unidos permanente e exclusivamente, tem-se a máxima garantia de assistência para o filho tendo os pais presentes. Se isso não acontece os custos sociais para os cônjuges, para as crianças e para a sociedade aumentam.

Quando o casamento é estável ele protegerá a criança da pobreza e permitirá a experiência da mobilidade social. A protege de cometer crimes e com isso o Estado fica dispensado de ter que reparar a vida pública, afinal, se uma cultura organizada se preocupa com o crescimento da próxima geração o Estado fica livre de ter que resolver os problemas gerados por casamentos fracassados.

Por que essa discussão? Porque a militância gay clama que a sociedade reconheça o casamento entre homossexuais. Quais são as consequências disso?

Verifica-se com nua observação que entre pares iguais não há complementaridade sexual, não haverá procriação e o casamento perde sua característica, definição e razão de ser. Torna-se apenas uma união de vínculo amoroso consentido entre adultos.

Neste caso é ignorado que:

"Entre as diversas atividades sexuais, aquela da qual deriva a continuidade da espécie humana tem manifesta prioridade sobre as que se destinam somente a fins lúdicos ou deleitosos.”

Numa união assim não há papel de pai ou de mãe, pois eles se tornam intercambiáveis e substituíveis e o desejo dos adultos se sobrepõe à necessidade das crianças. Nesse caso, o casamento se reduz a uma emoção, uma diversão, uma realização pessoal.

O movimento LGBT quer mudar as definições legais porque a lei molda a cultura e a cultura molda a crença, o que modificará as ações e pensamentos de todo o corpo social. A lei é professora. Verificou-se isso quando se permitiu que as pessoas se divorciassem sem a necessidade de justificar o divórcio, e o número dos deles aumentou, por exemplo.

Com o casamento redefinido da forma descrita, qual o problema de casar três pessoas? Ou quatro? E porque elas devem ter um compromisso permanente e exclusivo sexualmente? Com relações sexuais múltiplas e não permanentes, quem são as vítimas? As crianças.

Movimento Gay e autoritarismo

Há ainda o problema da liberdade, já que as pessoas não poderão agir segundo seus princípios e crenças, porque a lei regulará a vida de todos e as obrigará a aceitar o que não creem ou fazer o que lhes seria uma oposição aos próprios princípios. Isso já acontece, nos EUA, por exemplo.

Segundo Anderson agências que não concordaram em entregar crianças para adoção para casais do mesmo sexo foram fechadas. Elas não puderam se gerir segundo seus princípios. As convicções religiosas dos outros são cerceadas. O Estado viola a liberdade e discrimina. Como isso ajuda os órfãos? O politicamente correto os impede de ter famílias e todos os prestadores de serviço a casamento que se recusarem a prestar seus serviços aos “novos casais” serão levados à justiça por causa de sua consciência. Eles querem conduzir seus negócios segundo seus valores e não podem. Os casais gays, que se sentem vitimizados em seus sentimentos, se negam a procurar outros profissionais, exigindo que aqueles específicos que não coadunam com suas expectativas se dobrem à sua vontade.

A fé tem que ser deixada de fora quando as pessoas saem dos templos. A lei se torna meio de coagir as pessoas a violarem suas consciências. Isso é liberdade?

"Já notaram que o exibicionismo sexual em praça pública, as ofensas brutais à fé religiosa e a invasão acintosa dos templos passaram a ser aceitos como meios normais de protesto democrático por aquela mesma mídia e por aquelas mesmas autoridades constituídas que, diante da mais pacífica e serena citação da Bíblia, logo alertam contra o abuso “fundamentalista” da liberdade de opinião?” [5]

Percebem quantos problemas a sociedade vive por causa apenas da redefinição do casamento?

O problema social não é a existência de pessoas que sentem atração pelo mesmo sexo, isso sempre existiu. O problema consiste nos grupos organizados que pretendem se impor na sociedade. E os problemas não param, aumentam.

O movimento gay é uma fórmula ideológica e um movimento de poder que considera atitude homofóbica apenas o ser contra suas práticas. Para o movimento gay tudo é homofobia: (1) A opinião dos profissionais da área da saúde física e mental que questionem a condição das pessoas que se dão a isso; (2) a repulsa sexual natural de alguém; (3) piadas que mostrem tal conduta de um ângulo risível; (4) opiniões políticas contrárias; (5) crenças religiosas que não concordaram com as práticas homossexuais e outras análises negativas da conduta gay; (6) resistência dos pais às doutrinas homossexuais; (7) impedimento da expressão erótica gay onde quer que seja, e etc. Tudo é preconceito, discurso de ódio, intolerância.

Dotado de aparato jurídico necessário para aterrorizar toda oposição, reduzi-la a um silêncio humilhante, marginalizá-la e transformá-la em socialmente inoperante, esse grupo terá se tornado, nas mãos da aliança esquerdista que nos governa, mais um poderoso instrumento de controle social e político...”

Por tudo isso o Estado tem deixado de ser o guardião da saúde, pois perceba-se:

“O homossexualismo, nem sempre emana de um desejo sexual genuíno. Pode, em muitos casos, ser uma camuflagem, uma válvula de escape para conflitos emocionais de outra ordem, até mesmo alheios à vida homossexual.”

Quando o Estado proíbe que um profissional ajude seu paciente a descobrir uma motivação profunda que se resolvida pode levar ao fim da pratica homossexual, até mesmo pareceres científicos são enquadrados como homofobia e são criminalizados.

Segundo o Dr. Lawrence Mayer, epidemiologista e psiquiatra,

“As pessoas que se identificam como transgêneros tem maiores taxas de problemas de saúde mental e mesmo maiores taxas de pensamentos suicidas, ideações e tentativas do que a população em geral. Há milhares de artigos publicados onde as pessoas expressam suas opiniões, então escolhem os dados que vão apoiar suas opiniões. A maioria das crianças, em algum momento de suas vidas, que se identificavam com membros do sexo oposto na verdade libertam-se disso ao crescer. A noção de gênero entre as crianças é muito fluida. Está é uma população vulnerável.” [8]

Ao que corrobora seu colega Dr. Paul McHugh, o mais importante psiquiatra americano nos últimos 50 anos:

“Acho que no mundo dos transgêneros e ambos os dos heterossexuais e dos homossexuais, a suposição de que a ciência nos deu todas as respostas e está completa, está fechando o debate sobre quais avanços ainda são necessários na ciência, qual é a verdadeira natureza da sociedade contemporânea. A afirmação de que está pronta, coisas como, Born that way, ou que está fixo, ou que é imutável. Não há evidencias na ciência de que estas coisas são corretas.” [9]

Em acordo com toda essa descrição acrescenta-se também o parecer do Dr. Joseph Nicolosi, Ph.D. em psicologia clínica e fundador da Associação Nacional de Pesquisa e Terapia da Homossexualidade (Narth - National Association for Research & Therapy of Homosexuality):

“Claramente, há um período de confusão de identidade sexual quando um jovem pode ser facilmente influenciado em qualquer direção. Um estudo de 1992 publicado em Pediatrics pesquisou 34.707 adolescentes de Minnesota e descobriu que totalmente 25,9% dos 12 anos de idade eram incertos se fossem homossexuais ou heterossexuais .”

Ele cita em seu artigo a posição do psiquiatra Jeffrey Satinover:

"A experiência do prazer cria incentivos poderosos e que moldam o comportamento. Por isso, quando os impulsos biológicos - especialmente os sexuais - não são pelo menos parcialmente resistidos, treinados e trazidos sob a influência civilizadora da cultura e vontade, a pressão para buscar sua realização imediata se torna profundamente integrada na rede neural do cérebro. O que começa relativamente livre, torna-se menos assim..."

Por todo o exposto, fica claro o prejuízo social da aceitação de que as pessoas com atração pelo mesmo sexo são assim e assim permanecerão. Não havendo direito a um tratamento sob pena da lei, os problemas mentais aumentam e se dá o cerceamento da liberdade de quem se posiciona contra. Isso sem falar dos terríveis problemas sociais das crianças criadas sem pai ou mãe.

Não se trata de homofobia, nem de se posicionar contra pessoas específicas, mas contra grupos mal-intencionados que estão sendo responsáveis pela destruição da cultura. Pelo bem da sociedade e da preservação da harmonia da convivência pública é um dever do cidadão se posicionar contra tais grupos.

Referências

[1] Conteúdo disponível no link: <https://www.youtube.com/watch?v=PZep-GEscxU&t=2s> acessado em: 19 de fevereiro de 2018.

[2] Citação feita por Ryan T. Anderson disponível no link: <https://www.youtube.com/watch?v=PZep-GEscxU&t=2s> acessado em: 19 de fevereiro de 2018.


[3]Citação feita por Ryan T. Anderson disponível no link: <https://www.youtube.com/watch?v=PZep-GEscxU&t=2s> acessado em: 19 de fevereiro de 2018.


[4] Carvalho, Olavo de. “Ódio à realidade”, Jornal do Brasil, 17 de maio de 2007. Em: Carvalho, Olavo de. “O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota”, organização: Felipe Moura Brasil. Editora Record, Rj, 4ª edição, 2013. P, 507.


[5]Carvalho, Olavo de. “Já notaram?” Diário de Comércio, 23 de agosto de 2012. Em: Carvalho, Olavo de. “O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota”, organização: Felipe Moura Brasil. Editora Record, Rj, 4ª edição, 2013. P, 514.


[6]Carvalho, Olavo de. “Consequências mais que previsíveis”, Diário do Comércio, 4 de junho 2007. Em: Carvalho, Olavo de. “O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota”, organização: Felipe Moura Brasil. Editora Record, Rj, 4ª edição, 2013. P, 510;


[7]Carvalho, Olavo de. “Psicólogos e psicopatas”, Diário do Comércio, 2 de julho de 2012. Em: Carvalho, Olavo de. “O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota”, organização: Felipe Moura Brasil. Editora Record, Rj, 4ª edição, 2013. P, 516


[8]Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=5AnerLAPjLU&index=6&list=PLeZEqTjcheIV2vjTnQBVmE3pLHcL93TtS>, acessado em: 19 de fevereiro de 2018.


[9]Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=5AnerLAPjLU&index=6&list=PLeZEqTjcheIV2vjTnQBVmE3pLHcL93TtS>, acessado em: 19 de fevereiro de 2018.


[10]Nicolosi, Joseph “Psicoterapia Para Adolescente Sexualmente Confuso”, Disponível em: <http://www.josephnicolosi.com/psychotherapy-for-the-sexually/> acessado em 19 de fevereiro de 2018. (Tradução livre).

Victor Lúcio de Oliveira

All Posts
×

Almost done…

We just sent you an email. Please click the link in the email to confirm your subscription!

OK