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Divini Redemptoris (1937): a resposta da Igreja ao comunismo

A condenação papal ao Comunismo

· Encíclicas Sociais

Diferentemente do que alegam os pseudointelectuais e os perseguidores da Igreja Católica, esta nunca apoiou e nunca apoiará a ideologia marxista, mesmo porque seria totalmente incoerente que ela aprovasse uma doutrina explicitamente contrária aos pilares e princípios que norteiam a essência católica. A estatização de tudo, até mesmo da fé, ao tornar o Estado a religião civil da sociedade, sob o pretexto de se implantar um socialismo e posterior comunismo, exclui qualquer manifestação privada ou institucional de devoção ao sobrenatural, obrigando todos ao apego materialista e à crença na instalação do paraíso terrestre – substituição da autêntica revelação divina por uma demagogia que propõe um deus alternativo e imanentizado, cuja plena realização se daria no comunismo.

Nesse sentido, muitos foram os pronunciamentos magisteriais e papais que condenaram o marxismo, tanto em suas pretensões quanto em seus fundamentos: traçando um quadro geral, pode-se dizer que o primeiro grande documento com tal teor foi a Rerum Novarum, perpassando pelo Quadragesimo Anno e sendo enfatizado por meio da Divini Redemptoris, publicada pelo Papa Pio XI, em 19 de Março de 1937. Essa última, de que se falará nos próximos parágrafos, foi uma sábia resposta da Igreja frente ao comunismo Russo, Mexicano e Espanhol.

Na Divini Redemptoris, o Papa Pio XI faz uma dura crítica à concepção marxista ao expor sua essência atroz e ateísta e sua aversão e ódio explícitos a tudo aquilo referente a Deus. O Romano Pontífice demonstra como a demagogia comunista, por meio do combustível sentimentalista da luta de classes, instrumentaliza a sociedade para promover sua transformação estrutural, subvertendo os fundamentos judaico-cristãos e instalando a obra de satanás – uma falsa pátria celeste. Além disso, o Vigário de Cristo elenca a gravidade da juventude ser manipulada, de forma a servir à agenda comunista, sendo que, como indivíduos dispostos a encontrarem o sentido da vida e a luta pela qual entregariam toda sua vitalidade, deveriam, ao contrário, estar lutando por Cristo Rei a fim de realmente se preencherem. Por fim, a ideologia marxista é também amplamente reprovada pelo Sumo Pontífice por realizar um ataque direto à família, destituindo os pais do dever primário educativo – no campo moral, sexual e espiritual – e transferindo a paternidade ao Estado. Ou seja, o direito positivo é divinizado, o direito natural sepultado, e a justiça despedaçada.

Nesse caminho crítico, além disso, a encíclica é conduzida com muita sabedoria, de forma a esclarecer todo atentado realizado pela ideologia marxista contra os princípios da Doutrina Social da Igreja. Aponta tudo aquilo que deve ser combatido: o cerceamento da liberdade religiosa, a demagogia assistencialista, a manipulação dos jovens com falsas promessas, a tentativa de desconstrução do núcleo familiar, o controle da mídia, a dissolução da iniciativa privada, e o genocídio.

Ademais, como autor da encíclica Quas Primas, o Papa Pio XI também não deixa de convocar os leigos para essa luta pelo Reinado Social de Cristo e de exortar aqueles que estão adormecidos, para que assumam a responsabilidade que lhes é devida e se empenhem em não somente expurgar toda a sujeira proveniente do comunismo, mas também em iluminar a sociedade com o Evangelho de Cristo.

Cabe frisar, por fim, que o imensurável problema da esquerda – que se torna transparente no comunismo –, e que só ela não percebe, é o fato de ela sempre agir assentada em um projeto revolucionário delirante e inalcançável, de forma que, para efetuá-lo, precisa necessariamente se autodivinizar, ou seja, proclamar para o mundo que ela é o ser escolhido para a restauração de todos os males e que irá, fatalmente, redimir a todos. Esse orgulho extremamente inchado faz com que nunca seja capaz de renunciar ao projeto – mesmo que, nitidamente, esteja destruindo tudo que está ao seu redor. Para ela não importa: em nome de uma utópica igualdade e democracia, que na verdade é mera propaganda fajuta, vale tudo! Vale ser o mais desigual e demagogo do mundo! É tudo um imenso teatro. E eis o maior dos problemas: os atores têm certeza de que se trata de uma realidade.          

A fim de facilitar a compreensão desse magnífico documento, fundamental no estudo da Doutrina Social da Igreja, elaboramos um infográfico com os principais pontos expostos na encíclica, os problemas, as falsas soluções e as soluções reais dadas pelo Santo Padre com base nos princípios expostos.

Nicholas Philip

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