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Ataque à família, ataque a Deus

Por detrás dos ataques à instituição familiar está um ódio brutal para com a ordem estabelecida por Deus

· DSI histórico,Temas

"Crescei e multiplicai-vos" [1], Deus, ao criar o homem à sua imagem e semelhança, o abençoa e diz estas palavras. Misterioso desígnio dado a cada homem: estar aberto à vida e cumprir o chamado de povoar o mundo. As palavras dirigidas ao primeiro casal que habitou a Terra nos mostram que o matrimônio não é uma instituição meramente humana, ela antecede a sociedade civil e é sua base fundadora. Lembremo-nos de que a Família criou a sociedade, não o contrário. Sendo assim, é um equívoco abrir a possibilidade para que o poder civil delibere arbitrariamente sobre o santuário da família [2].

Além de não ter o direito de produzir leis que possam suprimir os direitos naturais próprios da família, o Estado deve promover e defender o matrimônio, pois é ele o fundamento da sociedade. O chamado ao matrimônio não é somente alvo de novas políticas estatais que hoje querem subverter sua lógica e sentido, é também vítima da implantação do marxismo cultural que torna o homem e a mulher inimigos, contrariando o que Deus disse: “Não é bom que o homem esteja sozinho. Vou fazer-lhe uma auxiliar que lhe seja semelhante"[3]. Como consequência da implementação dessas ideologias perversas na sociedade, o homem e a mulher deixam de ser companheiros um do outro e se tornam rivais.

Assim, a ideologia gramsciana fez com que a luta de classes chegasse ao princípio fundador da sociedade: a família. A implantação do patriarcado, a opressão da mulher e a busca por igualdades irreais, resultaram na alteração do sentido real do matrimônio, causando a diluição desse conceito e inevitavelmente resultando no seu esquecimento. Desta forma, desconsidera-se que Deus, ao criar o homem e a mulher, fez com que ambos se tornassem uma só carne [4]. Ora, devemos entender que no matrimônio não pode haver em qualquer sentido uma opressão, pois é em si o ápice da comunhão com o próximo, pois o homem se torna parte da mulher e a mulher se torna parte do homem.

Deus abençoou o homem e a mulher e os chama ao desígnio de crescer e multiplicar, este é o chamado que Deus nos deu, é, acima de tudo, um chamado ao heroísmo. Em uma sociedade em que se é apreciada a política do descarte, estar aberto à vida é estar disposto a ir contra o que o mundo tenta vender como uma proposta de felicidade. A ação de estar aberto à vida é vencer o egoísmo que hoje é enaltecido na sociedade moderna, é entender que certos valores não podem ser negociados.

Devemos entender que não se pode haver no matrimônio o pensamento contraceptivo, pois ele fere uma das promessas feitas na cerimônia: "Estais dispostos a receber amorosamente os filhos como dom de Deus e a educá-los segundo a lei de Cristo e da sua Igreja?"[5] Sabemos que as condições para se ter famílias numerosas, muitas vezes não são fáceis. Talvez seja necessário sacrificar regalias, mas sabemos que o chamado de Cristo é o chamado à Cruz e este é o chamado feito a cada um de nós. São Paulo, em sua carta a Timóteo, diz que se sofremos com Cristo, com Ele reinaremos [6]. Assim, somos chamados à construção da sociedade, dando o testemunho vivo do Cristo e sendo abertos à vida. Deste modo, a igreja doméstica se torna a Igreja de Cristo e é assim que somos chamados a dar exemplo para a sociedade civil.

Guilherme Ferreira

Referências Bibliográficas

[1] - Gn 1,28

[2] - Papa Leão XIII, Rerum Novarum, nº 6

(http://w2.vatican.va/content/leo-xiii/pt/encyclicals/documents/hf_l-xiii_enc_15051891_rerum-novarum.html)

[3] - Gn 2,18

[4] - Mc 10,8

[5] - Manual da Celebração do Matrimônio do Concílio Vaticano II (http://www.liturgia.pt/rituais/Matrimonio.pdf)

[6] - 2 Tm 2,12

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